Saúde
A estética do sorriso e os mecanismos para a reprodução perfeita

A beleza simétrica é uma busca que ocorre há milênios, mesmo que os padrões tenham mudado ao longo dos séculos. A proporção áurea, a partir do século XVI, foi associada à beleza pelos renascentistas, que usaram o número de ouro para criar suas belas obras.

Trata-se de uma medida que foi descoberta pelos gregos para reproduzir figuras de medidas sempre parecidas, harmoniosas e agradáveis aos olhos. Pensando num retângulo, se dividirmos o lado maior pelo lado menor e o resultado for igual ao lado menor dividido pela diferença dos dois lados, teremos uma proporção de 1,618, que é associado à harmonia estética. Isso pode ser encontrado em toda a natureza como, por exemplo, em uma fruta, nas árvores, nas estrelas, nos peixes, etc. O número de ouro também foi reproduzido nas artes como na famosa Monalisa e na 5ª Sinfonia de Beethoven.

Esta mesma proporção também pode ser encontrada no corpo humano e no rosto, o que foi bem representado pelo gênio Leonardo da Vinci em sua famosa figura do Homem Vitruviano. Por exemplo: tome uma medida inicial como a distância entre os cantos dos seus olhos. Para saber se a face está agradável esteticamente, pegue o tamanho do nariz e divida por este número. Quanto mais próximo de 1,618, maior o equilíbrio estético. O mesmo pode ser aplicado para o tamanho das sobrancelhas, a distância entre o canto do olho e a maça do rosto, o lábio inferior, etc. Pensando em dentes, o mesmo princípio se aplica para sabermos o tamanho proporcional de cada dente e o quanto de gengiva deve aparecer no sorriso, tomando sempre um valor de referência inicial.

A capacidade individual de exibir o sorriso depende da qualidade e quantidade dos dentes e da gengiva, da relação dos dentes com os lábios durante o sorriso e da integração harmoniosa entre os componentes faciais.

É por isso que, ultimamente, tem-se utilizado nos consultórios odontológicos um arsenal de ferramentas de maneira integrada e conjunta.

O sistema Invisalign® é um tratamento confortável, previsível e praticamente invisível para endireitar os dentes de forma eficaz. No entanto, às vezes, endireitar dentes manchados, lascados e remendados não é suficiente para deixar o sorriso agradável.

A porcelana vem contribuir neste sentido pois ela é, sem dúvida, o material que apresenta os melhores resultados estéticos para uniformizar a superfície dos dentes reconstruindo formatos originais e deixando-os mais próximos da proporção áurea. Hoje é possível confeccionar facetas de até 0,2mm (daí o nome “lente”) extremamente resistentes, o que em tese, evita desgaste de uma estrutura tão preciosa como o dente.

A maior parte dos estudos mostra que durante o sorriso, o lábio superior deve posicionar-se ao nível da margem gengival dos incisivos centrais superiores para que seja estético e harmônico. O “botox” tem se mostrado, recentemente, uma alternativa segura e menos invasiva para tratamento de sorriso gengival, pois ele relaxa os músculos superiores labiais e diminui o aparecimento da gengiva. O preenchimento facial também auxilia muito nesta harmonização preenchendo sulcos, áreas que perdem volume conforme a idade avança e também rugas, para que não fiquem tão visíveis ou, até mesmo, desapareçam. O preenchimento em “rugas de marionete” e “bigode chinês” apresenta resultados incríveis e imediatos. Com uma agulha extra fina pode-se injetar o ácido hialurônico abaixo da derme, elevando as áreas flácidas e diminuindo as rugas, o que modifica também a proporção áurea para melhor.

Prof. Dr Ricardo Raitz (crosp 58714) é diretor da clínica de especialidades SORRISO DA GRANJA; Professor Titular da Universidade Municipal de São Caetano Sul e do Instituto de Pesquisa São Leopoldo Mandic, nos programas de mestrado e doutorado. Também leciona na Fundecto-USP. Contatos: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. - 4612-1721 (Granja Viana) - 3673-5270 (Vila Madalena).



 
A Dislexia invadiu a minha casa. E agora?

Talvez você não saiba, mas nomes como Tom Cruise, Woopi Goldberg e Robin Williams são disléxicos. Não culpe seu filho – ou o chame de preguiçoso - se ele tem dificuldades em ler e escrever, um problema comum entre crianças com dislexia. Aliás, aproveite essa leitura e se inteire sobre o assunto.

Dislexia, ou Transtorno Específico de Aprendizagem, é uma disfunção Neurobiológica que se manifesta por dificuldades linguísticas variadas, incluindo, além das alterações de leitura, problemas na capacidade do aprendizado da escrita e da soletração.

Portanto, não se trata do resultado de uma alfabetização ruim, desatenção, falta de motivação, condição socioeconômica ou baixa inteligência. Diferente disso, geralmente o Q.I. de uma pessoa disléxica varia de médio a alto.

Apesar de ser um transtorno que se manifesta no período da alfabetização, hoje em dia, já é possível detectar na criança, que ainda está na educação infantil, sinais de risco, possibilitando um trabalho preventivo, podendo diminuir muito o impacto negativo na sua vida acadêmica.

"Fiquem atentos se seu filho, aos cinco anos de idade, ainda tiver inversões de sílabas na fala, como gasolina/galosina, se tem dificuldade de memorizar as musiquinhas da escola e de lembrar as palavras quando quer lhe contar algo", diz Cassia A. C. Valeriano, especialista em Fonoaudiologia Educacional.

Segundo a fonoaudióloga, no período da alfabetização, os sinais são as dificuldades que a criança apresenta em pensar nos sons das palavras ouvidas, em aprender a relação entre estes sons e as letras que os representam, além de ter complicações em memorizar os nomes das letras do alfabeto. "Tanto a dificuldade de decodificação nos anos escolares iniciais, quanto o déficit na fluência nos mais velhos vão atrapalhar a compreensão da leitura e, consequentemente, o aprendizado por meio dela. Assim, antes de pensarmos que uma criança é 'preguiçosa', 'desinteressada' ou que não gosta de ler, devemos investigar se ela não tem um transtorno primário que está gerando estes comportamentos", aconselha Cassia.

É na escola que a dislexia, na grande maioria das vezes, aparece, local onde a leitura e escrita são permanentemente utilizadas e, sobretudo, valorizadas. Entretanto, a escola que conhecemos certamente não foi feita para o disléxico. Objetivos, conteúdos, metodologias, organização, funcionamento e avaliação nada têm a ver com ele.

Neste contexto, o educador deve estar aberto para lidar com as diferenças e estimular o prazer do aprender. Para que isto ocorra, deve transformar a sala de aula em uma “oficina”, preparada para exercitar o raciocínio, onde os alunos possam aprender a ser objetivos, mostrar liderança e resolver conflitos de opinião. A partir deste momento, a interação com o aluno disléxico torna-se facilitada, pois, apesar do distúrbio de linguagem, o aluno terá um potencial intelectual e cognitivo preservado. Desta maneira estará sendo estimulado e respeitado, além de se ter auxílio resultando num melhor desempenho.

A criança com dislexia não gosta de ler, porque sua leitura requer muito esforço mental para decodificar o código, sobrando pouco recurso de memória para pensar e compreender o que foi lido. Ao ler pouco ela vai se privando de informações linguísticas que também vão contribuir para a fluência e velocidade de leitura.(que contribuem para a fluência e velocidade de leitura) Algumas vezes, por conta desta dificuldade, podem apresentar comportamentos negativos como, por exemplo, chorar para ir à escola, falar muito durante a aula e, até mesmo, rasgar os itens de estudo.

"O papel dos pais e professores é de não deixar que a criança perca este contato com o mundo das palavras; é fundamental que se leia com ela e proponha leitura compartilhada a cada frase ou parágrafo, possibilitando o treino com estímulos curtos e registrando suas ideias quando necessário, pois a escrita também estará comprometida”, explica a especialista. (registrando suas ideias, quando necessário, pois a escrita também estará comprometida)

Auxiliar uma criança disléxica não é um dever somente da escola; você também pode ajudar seu filho em casa. Dê amor, seja generoso e respeite-o. Uma pessoa com dislexia terá que enfrentar muitos desafios, tanto com as habilidades de ler como emocionais. No entanto, há formas de deixar esses desafios menos assustadores.

 
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