Viajar é preciso
SOB ONDAS E VULCÕES – INDONÉSIA, O MAIOR ARQUIPÉLAGO QUE VOCÊ RESPEITA


Mais de 17 mil ilhas, filhos do tsunami e mais de mil templos budistas.
Surfe pelos mistérios desse destino

Qual é o destino das suas próximas férias? Se você ainda está em dúvida, aconselhamos que leia está matéria até o final. A equipe da Revista Tudo viajou até o outro lado do globo terrestre para conhecer um dos destinos mais excêntricos e fabulosos de que se tem notícia: a Indonésia.

O arquipélago que leva o título de maior do mundo graças as suas 17.500 ilhas – 6 mil delas habitadas, sendo as principais: Java, Sumatra, Bornéu, Nova Guiné e Celebes – é o lar de mais de 230 milhões de pessoas e está localizado entre os oceanos índico e pacifico.

Em dezembro de 2004, o país viveu uma tragédia alarmante, o Tsunami – terremoto de magnitude 9,1 que resultou numa onda gigante – a qual surgiu como um rolo compressor destruindo por completo toda a costa indonésia, além de atingir mais 14 países, vitimando, ao todo, 200 mil pessoas.

Além das centenas de milhares de mortos, muitas crianças ficaram órfãos após a tragédia, o que resultou no chamado “filhos do tsunami”. Os pequenos sobreviventes foram sendo adotados e um dos casos mais célebres e comoventes envolvendo-os foi o do pequeno Martunis, “filho adotivo” do craque português Cristiano Ronaldo.

Atualmente, a Indonésia é um dos destinos mais procurados pelos turistas – a maioria surfistas em busca das melhores ondas. A melhor época para ir é na temporada de seca que ocorre entre abril e setembro. Não recomendamos a visita no mês de agosto por ser o período mais lotado e, consequentemente, mais caro.

Ao desembarcar no arquipélago você irá se deparar com paisagens extraordinárias, rodeadas por centenas de montanhas e seus vulcões. É um verdadeiro prato cheio para os amantes da natureza com diversas atrações neste sentido. Uma delas é Bromo Tengger – Semeru, um gigantesco parque composto por vulcões. Outro ponto alto é a Ilha das Flores, onde canoagem e mergulho são as principais atividades.

Já para quem busca uma viagem espiritual, o destino é um dos mais importantes neste sentido. A maioria da população indonésia é mulçumana, porém, uma pequena parcela ainda mantém resquícios da cultura Hindu, herança de seus antepassados. Além disso, existem mais de mil templos budistas na Indonésia. O Borobudur, maior monumento budista do mundo, fica na cidade indonésia de Yogyakarta.

Vale ressaltar que, apesar dos brasileiros não precisarem de visto em muitos países, na Indonésia é diferente. O documento é tirado no aeroporto, e o turista deve ter em mãos: o passaporte (com no mínimo 6 meses de validade), duas fotos 3X4, a passagem de volta e o Certificado Internacional de Vacina de Febre Amarela – que pode ser tirado, gratuitamente, no Hospital Emílio Ribas, mediante agendamento. O tempo máximo de permanência é 30 dias – A tarifa de permanência vai de 10 a 25 dólares (7 e 30 dias, respectivamente).

A passagem aérea de ida e volta (São Paulo – Bali) sai por 6.667 reais pela Emirates.


A fotógrafa e surfista paulistana Mariana Piccoli de 29 anos, se mudou em abril deste ano para Bali, onde pretende ficar até o fim de 2017. “Antes de resolver ficar por um longo prazo na Indonésia, já tinha visitado o país quatro vezes. Num primeiro momento, eu vim para uma surftrip com algumas amigas que estavam aqui pela primeira vez, mas depois comecei a trabalhar bastante e fiquei. Viajo muito, faço várias surftrip. Minha vida aqui gira em torno do trabalho. É um dos melhores lugares do mundo, com certeza”.


Em 2014, a publicitária e moradora da Granja Viana Milena Falco, de 32 anos, montou um roteiro ousado, como ela própria afirma, e se aventurou pelo país asiático durante um mês. A ideia era passar algum tempo na Tailândia também, mas, ao pesquisar a fundo sobre a Indonésia, a jovem mudou de ideia e passou apenas quatro dias em terras tailandesas para poder usufruir ao máximo da “Indo”.

 

Milena viajou sozinha e faz questão de frisar que a ideia de que o destino não é seguro para se viajar dessa forma, por se tratar de um país de terceiro mundo, não é verdade. “Meu roteiro foi em Bali e Gili. Me senti muito segura nos dois lugares, todos os dias. As pessoas foram super educadas e solicitas mesmo com a dificuldade da língua. A crença deles no "Karma" – tudo o que você faz para o (a) outro (a) volta em dobro para você – é muito forte, então, é fácil de ver o clima leve pela cidade”.

 

Ela acredita que grande parte do sucesso da viagem se deu, principalmente, por toda a pesquisa realizada antes: locais, transportes, tempo, etc. Já em relação ao roteiro, Milena conta que escolheu Bali por ser a única ilha Hindu da Indonésia e, como sempre houve de sua parte uma curiosidade de conhecer o misticismo da região, colocou o destino em sua lista.

 

Logo depois, a publicitária foi para Gili Trawangan, uma micro ilha que fica a duas horas de Bali. Milena conta que a ilha é tão pequena que é possível desbravá-la de ponta a ponta - de bike e em uma hora. Carros ali não são permitidos. “Esta ilha é um encanto! O lugar mais lindo que já fui na vida! Nesta ilha eles são muçulmanos, então, já não tem o clima místico de Bali. Em função disso tem muito mais homens nas ruas; eles já olham mais para as mulheres mas, ainda assim, com muito respeito e nada intimidador. De dia é um clima de natureza, mergulhos para ver a vida marinha super rica e muita paz; de noite tem uma vida noturna bem agitada, bastante barzinho e festas. Este lugar é onde os surfistas vão para descansar depois de alguns dias de muito surf em Bali. ”

 

Durante os 26 dias que passou no arquipélago, suas principais atividades foram: yoga, meditação, esportes radicais, entre eles um trekking no Monte Batuk – vulcão ainda em atividade que fica a 7 mil metros de altitude. “Saímos as duas da manhã e chegamos no topo por volta as quatro horas para ver o nascer do sol, em meio a muitos macacos”, conta. Além disso, a publicitária fez aula de culinária na casa de moradores locais: “fui recebida com muito carinho por todos eles”. E teve a oportunidade de conhecer e aprender mais sobre ingredientes típicos da região, alguns bem conhecidos por nós brasileiros, como o arroz – o “carro chefe” da alimentação dos indonésios.

 



ALTAS ONDAS
Provavelmente você já ouviu falar que as praias e ondas indonésias são perfeitas para os praticantes do surf. E nós confirmamos: o arquipélago é o sonho de 10 entre 10 deles. O esporte se tornou popular na região nos anos 60, mesma época em que foi lançado o documentário “The Endless Summer”, responsável por atrair milhares de surfistas do mundo todo para país. Separamos os principais destinos para quem visita a Indonésia em busca de uma “surftrip”. Veja no App da TUdo.



ONDE SE HOSPEDAR
Como Bali é o principal destino escolhido pelos turistas que visitam a Indonésia, separamos os melhores hotéis da ilha, com diárias a partir de 30 dólares. Confira no App da TUdo.

GASTRONOMIA
Chegamos na melhor parte! A gastronomia indonésia é semelhante com a do resto da Ásia e se baseia principalmente em arroz, noodles e vegetais. O frango e o peixe também são bastantes consumidos, diferente de outros tipos de carne, como a do porco, por exemplo, que quase não tão consumida porque o país é de maioria mulçumana, como dissemos antes.
Um dos principais pratos típicos da região é o martabak – uma espécie de panqueca ou rolinho primavera gigante recheada com ovo e frango. Outro prato típico que é indispensável é o bakso, sopa de noodles e bolas de carne.
Para quem curte uma bebidinha, indicamos o arak – bebida feita a base de arroz – tão forte quanto a nossa cachaça. Uma boa dica é tomá-lo em coquetéis e shots com limão e sal.

IMPERDÍVEL
Confira as paradas obrigatórias que deverão contar no seu roteiro para a Indonésia.
Conteúdo extra disponível no App da TUdo.



- Existem mais de 250 idiomas no Indonésia;

- A Indonésia é o quarto país mais populoso do Terra;

- A Indonésia é o segundo país com maior biodiversidade do mundo. O primeiro é o Brasil;

- Apesar de ser superpopuloso, o arquipélago possui 60% de seu território coberto por florestas;

- A Indonésia é o país com maior variedade de mamíferos do mundo. São cerca de 515 espécies;

- No país existem 129 vulcões;

- A Indonésia foi colônia holandesa por mais de três séculos. A independência só veio em 1949;

- A maior flor mundo (carnívora) está na Indonésia;

- A Indonésia foi o primeiro país asiático a participar de uma Copa do Mundo, em 1938. Na época, o time se chamava Índias Orientais Holandesas;

- Forever Young! A população da Indonésia é bastante jovem. Apenas 8% das pessoas tem mais de 60 anos.








 
É Amazônia... É Brasil!

É muito maluco pensar que o maior bioma e a maior floresta tropical do mundo não está entre os principais destinos turísticos do Brasil. Com aquele calorzinho básico de 40 graus – reduto de índios, cachoeiras e animais selvagens - a Amazônia é tudo isso e mais um pouco, além de ser um motivo de orgulho para o país. Nas suas próximas férias, que tal se hospedar lá, no meio da selva amazônica, e se apaixonar de vez por ela? Confira nossas dicas para, você mochileiro, se preparar e desbravar esse pulmão que é seu, é nosso, é do Brasil.

A Revista Tudo respondeu a algumas perguntas comuns para quem quer conhecer a Amazônia e ainda não criou coragem.

Serei devorado pelos mosquitos?
Com mata por todos os lados, longe da civilização, ser atacado por pernilongos e borrachudos é um fato, certo? Não, exatamente. O Rio Negro, onde está localizada a maior parte dos hotéis de selva, tem um elevado grau de acidez e, por conta disto, os insetos não se proliferam. Em Ilhabela (litoral norte de São Paulo), por exemplo, tem muito mais insetos do que nesta região da Amazônia. Os hotéis e navios também contam com mosquiteiro na janela. E outra... é só se lambuzar de repelente (Santo repelente!). Nas incursões na selva, há uma quantidade maior de insetos. Para se livrar das picadas, além do repelente, usar calça comprida e camiseta de manga longa ajuda na proteção.

Os nativos dizem que tem uma abelhinha que se enrosca no cabelo e fica picando o coro cabeludo até ela resolver sair ou você conseguir tirar. Nas trilhas, chapéu, bonés ou gorros são fundamentais.


Qual a melhor época para ir?
A região Norte é dividida em duas estações. Na época (mais) chuvosa, que vai de dezembro até maio, os barcos podem percorrer percursos maiores; os deslocamentos são mais fáceis e dá para fazer passeios de canoa pelos igapós (floresta inundada). No entanto, o período da seca, de julho a novembro, é ideal para aproveitar as praias fluviais, que somem quando o rio está cheio. Como faz calor e chove o ano todo, é difícil falar qual a melhor época para ir. Dá para aproveitar todos os meses.

Quanto tempo ficar?
Quatro ou cinco dias em um hotel de selva ou em um cruzeiro é tempo suficiente para aproveitar o local sem que os passeios se tornem repetitivos, de acordo com os viajantes e agentes de viagens.

O que não posso deixar de levar?
Na mala, coloque roupas leves e confortáveis, chapéu, trajes de banho, repelente e a farmacinha com os medicamentos habituais. Para os passeios na mata, leve calças compridas leves, evitando o jeans. Como chove bastante, é bom levar uma capa de chuva e um tênis confortável. Levar dinheiro também é importante, pois no passeio à comunidade indígena, tem produtos artesanais para comprar e você vai querer encher a sacola de lembrancinhas.

Verei bichos por todos os lados?
Apesar de ter a maior biodiversidade do planeta, observar animais na Amazônia não é tão fácil quanto em outras regiões, como no Pantanal. Muitos turistas acreditam que irão ver todos aqueles bichos mostrados nos documentários e acabam se decepcionando. Durante as incursões na floresta, dá para avistar pássaros, alguns macacos, jacarés, botos e uma ou outra preguiça. Mas mamíferos terrestres, como anta, paca e onça, dificilmente são observados.

Preciso tomar vacina? Quais os cuidados com a saúde?
A vacina contra a febre amarela é recomendada para toda a região Norte do País, mas não é obrigatória. Vale também atualizar a vacina contra o tétano. Além disso, não deixe de preparar a farmacinha de viagem, com os medicamentos que costuma tomar. No meio da selva, é bom não contar com os remédios disponíveis.

Onde dormir?
Tanto os hotéis de selva, quanto os cruzeiros de barco são boas opções para quem quer conhecer a Amazônia com conforto e grandes emoções. Ambos oferecem quase que os mesmos passeios inclusos no pacote. Por isso, na hora de escolher entre um e outro, é preciso levar em consideração o tipo de experiência que quer ter. Em um hotel de selva, você entra em contato com a natureza o tempo todo, interage com a comunidade local e conhece melhor a região em que está hospedado. Por outro lado, no navio, você tem a vantagem de percorrer uma distância muito maior e dormir em lugares diferentes. A paisagem muda sempre e a experiência de navegar nos rios é única. Para quem não abre mão de conforto, há hotéis de selva com boa infraestrutura, com ar-condicionado e água quente. Todos eles incluem no pacote as atividades diárias, traslado e todas as refeições. Veja no App opções a partir de R$800 por pessoa, para duas noites.
Box

E se optar por cruzeiros?
Há diferentes embarcações que realizam roteiros de 3 a 7 noites pelo Rio Negro e pelo Solimões. A mais famosa é o Iberostar Grand Amazon. O navio, com capacidade para 150 passageiros, tem as facilidades de um cruzeiro tradicional e opera no sistema all-inclusive. Tem duas saídas semanais, às segundas e às sextas. O preço do roteiro de três noites sai a partir de R$1.959 por pessoa e o de quatro noites, R$2.572 por pessoa. Para quem busca uma experiência mais tradicional e com menos pessoas, a Amazon Clipper Cruises tem barco regional com capacidade para 16 pessoas, de madeira, com cabines com beliches. O preço do roteiro sai por R$ 1.200 por pessoa (o passeio de três noites) e R$2.400 aos sábados.

Onde comer

Parrilla de pirarucu, jambu, camarão, tucupi, pirão, tambaqui ou carne de sol.
No aplicativo da TUdo, confira opções sensacionais de gastronomia local, com pratos, inclusive, abaixo de R$50.

O que fazer na Amazônia? 

Os hotéis de selva e cruzeiros têm uma programação de atividades diária. Os principais meios de hospedagem no Amazonas costumam incluir focagem (passeio de observação) de jacaré, caminhada pela mata, visita a uma comunidade indígena, pesca de piranha, ida ao encontro das águas e passeio para ver o boto cor-de-rosa. Mas, para aqueles que preferem se aventurar por conta própria, separamos alguns passeios que são, tipicamente, amazônicos. Confira a lista no App.

A Amazônia abriga 33% das florestas tropicais do planeta e cerca de 30% das espécies conhecidas de flora e fauna. Hoje, a área total vítima do desmatamento da floresta corresponde a mais de 350 mil Km2, a um ritmo de 20 hectares por minuto, 30 mil por dia e 8 milhões por ano. Com esse processo, diversas espécies, muitas delas nem sequer identificadas pelo homem, desapareceram da Amazônia. Sobretudo, a partir de 1988, desencadeou-se uma discussão internacional a respeito do papel da Amazônia no equilíbrio da biosfera e das consequências da devastação que, segundo os especialistas, pode inclusive alterar o clima da Terra. Mesmo com problemas ambientais, a Amazônia recebe três mil visitações por mês. Quem viaja para a maior floresta do mundo, tem a oportunidade de cuidar das florestas e dos animais que lá vivem, além de conhecer mais sobre a cultura indígena e o folclore. Quem vai para Amazônia, sem dúvida, vive uma aventura inesquecível.

Como chegar lá?

Utilizar o Aeroporto Internacional de Manaus não apenas a opção mais rápida, como também a mais confortável. Manaus está no meio da floresta, então, chegar a outras capitais da Região Norte pelas estradas precárias é cansativo. O transporte fluvial, característico nas cidades banhadas por rios, é uma das alternativas mais utilizadas pelos moradores locais.

Barco
Os barcos são muito utilizados para ir de uma cidade à outra. É comum utilizá-los para ir de Itacoatiara e Parintins a Manaus, por exemplo; no entanto, fatores negativos dessas viagens são o tempo de duração e a questão do conforto de algumas embarcações, que só possuem redes para dormir.
Entre Belém e Manaus, a viagem de barco dura cerca de quatro dias.

Carro e Ônibus
Antes de tudo, é preciso saber que ir de carro ou ônibus até outras capitais da Região Norte é demorado. A única rodovia de acesso à capital é a BR-174, conhecida como Manaus-Boa Vista. Para quem parte da região central do Brasil é desaconselhável utilizar a Transamazônica, devido à precariedade de sua estrada.

Avião
Principal meio de chegada de turistas nacionais e estrangeiros, o Aeroporto Internacional de Manaus fica um pouco afastado do centro da cidade. Chegar e sair do aeroporto em um táxi é a opção mais confortável, uma vez que o micro-ônibus (R$4,50 - Linha 813) que passa no local não tem espaço para bagagens. Uma corrida entre o aeroporto e o centro custa cerca de R$50.
É importante ressaltar que, além de servir como chegada a Manaus, o aeroporto oferece voos para países no exterior, principalmente Estados Unidos, alvo de muitas promoções ao longo do ano. A agências de viagens, CVC, oferece pacotes a partir de R$1.808,65, por pessoa, de São Paulo à Manaus.



 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo > Fim >>

Página 1 de 23

Indique !