Moda
Somos muito mais do que meninos ou meninas.

À medida que os jovens questionam o papel da identidade de gênero, eles também passam a buscar looks versáteis como uma forma de autodescoberta. Conhecida por muitos nomes, a moda genderless ou agender, que não foca sua produção de peças em apenas um público, ganhou as passarelas e, muito mais que isso, as ruas.

O gênero popular "unissex" não é novidade para ninguém.

E foi nesse caminho que o consumo e a produção de moda se encontraram.

Viva a disruptura. O que é importante entender sobre a moda sem gênero é que modelagens, cores e formas responsáveis por valorizar atributos femininos ou masculinos existem para servir o público, mas não para serem enquadradas em um gênero ou outro. Com isso em mente, novas marcas surgem com essa proposta agender. Para elas não existem camisetas femininas ou masculinas: existem camisetas. A diferença da moda feminina e moda masculina vai continuar existindo, pelo menos nos próximos anos, entretanto estamos em tempo de aceitar que, acima de tudo, a roupa é feita para vestir corpos independente dos órgãos genitais que carregam.

O mundo fashion sempre em ebulição. Genderless também expressa uma mudança de paradigma social. Embora palavras como "unissex" e “androgenia” possam ser tratadas como sinônimas no mundo da moda, “gênero” nomina um papel social específico para o homem e a mulher. Mesmo numa peça desenhada para ambos, são os fatores pessoais de estilo que darão uma nova expressão, leitura e movimento à roupa. Logo, quem define o look da peça é quem a veste. Em 1920, o designer francês Paul Poiret foi o primeiro a desenhar calças para o corpo feminino, popularizando entre as mulheres peças que eram exclusivas do guarda roupa masculino. Na década de 30, Marlene Dietrich, famosa atriz do início do século XX, já adotava um estilo próprio de se vestir. Quem lembra?

A moda na geração Z: diversidade. Já para os nativos digitais, o altruísmo fala mais alto do que o egoísmo, o narcisismo já não predomina e a obsessão pelo consumismo vem diminuindo. São eles que estão ditando esse novo padrão de comportamento. A ideia agora é ser autossuficiente, participar dos processos de fabricação, empreender, ser realista, preocupado com o meio ambiente e acabar com estereótipos de gênero, classe e cor. Diversidade é, inclusive, a característica que mais os diferem e que faz com que a indústria se veja obrigada a se modificar, evoluir.

Money, money, money. Só não podemos esquecer também que vivemos em um mundo capitalista. A indústria, como de costume, se apropria desse momento para, mais uma vez, nos lançar ao consumismo. Não podemos ignorar o fato de que algumas marcas farão de tudo para se apropriarem das novas tendências e, até mesmo, tentarem modificar comportamentos. Cabe à essa nova geração criar suas próprias tendências e não se deixar levar por padrões de consumo ditados por uma indústria que só quer manter o ciclo comercial ativo.

 

Rosa ou azul? Por fim, devemos parar de dividir roupas em seções. Uma roupa é uma roupa. Mas, ainda assim, a moda sem gênero deve atentar ao fato de que a mesma calça tem que ter modelagens adequadas para tipos de corpos diferentes. É certo que um homem ou uma mulher devem ter a possibilidade de comprar a mesma peça e ela ficar legal em ambos. O que define seu gosto é você mesmo e não a sociedade que te observa.
Vista-se de você, sempre.

 

Celso Finkler é publicitário e pós-graduado em psicobiofísica. Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.



 
Pode vir quente que eu estou fervendo


 

A cada temporada as tendências de moda evoluem, mudam, se reciclam, voltam décadas, se reinventam, e o universo fashion precisa estar por dentro delas. A primavera-verão 2018 prenuncia uma energia jovem: é a geração millennial que vem como forte influência na moda.

 É maré cheia.

As criações se inspiram na relação entre culturas e oceanos, e sugerem um elegante estilo folk global, com referências de vários mundos, transmitindo uma estética delicada, eclética e refinada.

 Viva, viva, viva a sociedade alternativa.

Repense a lógica do consumo para agir com mais equilíbrio. É a moda dialogando com essa concepção de vida e priorizando o básico atualizado. É a volta ao campo, a valorização do habitat rural, do tradicional, que imprimem uma estética romântica e sofisticada, combinando a rusticidade com o refinamento, o vintage com o moderno.

 Ovelha negra

O verão também traz essa tendência que é feita sob medida para as ousadas e despretensiosas que reconhecem que, admitir a imperfeição e rir de si mesmas, é um ato de coragem e autenticidade. Ter uma atitude transgressora, animada e urbana virou moda.

 Tira foto no espelho para postar no facebook

E como já era de se esperar, assim como a música, os esportes e os games fazem parte da nossa realidade, a moda vem decodificada em elementos que traduzem a praticidade, o seu lado esportivo, descontraído e plugado no futuro. Nascido e criado em uma geração tecnológica, o jovem, sempre conectado, rompe barreiras e ultrapassa fronteiras, imprimindo atitude e informação àquilo que consome e veste.

 Ok Finkler, mas e daí?

Listras e o azul índigo se tornarão o mais quente da estação. Os tons terrosos como o bege, marrom, cobre e vermelho telha irão combinar com as altas temperaturas da primavera-verão, assim como os babados em blusas e saias. Já a rebeldia se apresenta através do jeans destroyed e das camisas oversized com botões.

Seja com nós no meio da cintura ou com os ombros à mostra, as camisas - masculinas, mas vestidas pelas meninas - se tornarão peças-chave para quem quiser causar sem deixar de ser elegante.

Moletons, camisetas básicas, tênis, peças activewear, podem ser usados de uma forma casual, mais arrumadinha, por que não? Isso sem falar nas t-shirts estampadas, sem estampas, larguinhas ou justinhas, que prometem fazer a diferença na próxima estação.

 Mas é só isso? 

Claro que não. Toda essa volta às origens resgatou a moda dos anos 80.

 

- As roupas como camisas e blazers com ombros mais estruturados - não chegam a ser as famosas ombreiras - ganham bastante destaque, como se você vestisse um ou dois tamanhos maiores que o seu.

- As calças ou o macacão Pantacourt - com comprimento menor que deixa os tornozelos à mostra – também volta com tudo.


- O Boho Chic permanece sendo tendência, com influências ciganas, quimonos, saias longas e estampas características.

 

- O look pijama - tendência ideal para quem preza por conforto a qualquer hora do dia, mas com um toque de elegância - foi visto nas passarelas internacionais em conjuntos que lembram pijamas exatamente pela sua estrutura mais larga e confortável, sem marcar o corpo.

- Já tivemos a fase do slip dress - aquele vestido que parecia muito uma camisola - agora, é a vez dos pijamas em cetim ou seda servirem de inspiração para roupas confortáveis e elegantes.


- O tecido floral ganha uma repaginada: as flores estão maiores dando personalidade a cada peça.

- O sutiã de renda - também chamado de bralette -  pode ser usado em evidência sobre as blusas. Nada de escondê-lo debaixo da roupa, ok? Sobreposição e transparência são dicas para destacar o top.


- O look all white, ou seja, todo branco, está de volta. Seja por cima de vestidos, macacões ou no cós da calça, a moda é estar com a silhueta bem marcada. Invista em cintos largos - e até mesmo duplos - com tons complementares para que o seu look não fique muito over. Tome cuidado para não misturar muitas estampas e cores com eles.

E a transparência?
Sempre em alta na estação mais quente do ano, irá aparecer em saias, blusas, vestidos ou em qualquer peça que expresse conforto e feminilidade.

 Mini bolsas: um caso à parte.

A praticidade se une à moda para você levar apenas o necessário. As bolsas pequenas com correntes e formas geométricas serão o acessório correto para incrementar a produção. Para as saídas noturnas, use as bolsinhas tiracolo. Durante o dia, explore as versões coloridas que serão a cara da estação.

 

Celso Finkler é publicitário e pós-graduado em psicobiofísica. Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.



 
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